Vacinas para Covid, qual a melhor?

Com o início da vacinação contra covid-19 no Brasil em janeiro, muitas dúvidas sobre tecnologia, eficácia, contra-indicações e distribuição da vacinas para Covid começaram a surgir.

Atualmente, os produtos de imunização CoronaVac e Pfizer e AstraZeneca / Oxford são aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Ao mesmo tempo, outras empresas farmacêuticas ainda estão em negociação com o governo brasileiro, portanto acompanhe algumas informações sobre as vacinas para Covid.

Coronavac

As vacinas originárias da China são feitas com vírus inativados: são cultivadas e propagadas em cultura de células e, em seguida, inativadas por aquecimento ou produtos químicos.

Ou seja, o organismo que recebe a vacina contra o vírus – já inativado – começa a produzir os anticorpos necessários para combater a doença.

Astrazeneca

A vacina produzida pela Oxford University (Reino Unido) usa uma tecnologia chamada de vetores virais não replicantes.

Portanto, ele usa um “vírus vivo”, como o adenovírus (causador do resfriado comum), que não tem capacidade de se replicar no corpo humano ou prejudica a saúde.

 

Pfizer

A vacina usa uma tecnologia chamada mRNA ou RNA mensageiro, diferente do CoronaVac ou AstraZenca / Oxford, que usa vírus cultivados em laboratório.

O imunizante é produzido pela cópia de sequências de RNA por meio de engenharia genética, o que torna o processo mais barato e rápido.

O RNA mensageiro imita a proteína spike específica do vírus Sars-CoV-2, que o ajuda a invadir células humanas.

No entanto, essa “replicação” não é tão prejudicial quanto um vírus, mas é o suficiente para desencadear uma resposta das células do sistema imunológico para formar uma defesa forte no corpo.

Os imunizantes da Pfizer precisam ser armazenados entre -90º C e -60º – este é um dos maiores desafios que os países enfrentam.

Moderna

Assim como a da Pfizer, a vacina da Moderna também utiliza a tecnologia de RNA mensageiro, que mimetiza a proteína spike —específica do vírus Sars-CoV-2— que o auxilia a invadir as células humanas. Porém, essa “cópia” não é nociva como o vírus, mas é suficiente para desencadear uma reação das células do sistema imunológico, que cria uma defesa robusta no organismo. A única diferença para a vacina da Pfizer é que esta necessita de armazenamento de -20ºC.

Sputnik

Em sequência temos a Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Pesquisa da Rússia, é uma vacina de “vetor viral”, ou seja, ela utiliza outros vírus previamente manipulados para que não tragam prejuízos para a saúde e, como consequência, são capazes de induzir uma resposta para combater a covid-19.

Janssen

Para finalizar a vacina produzida pela farmacêutica Janssen, da companhia Johnson & Johnson, diferente das outras, precisa apenas de uma dose única.

A tecnologia é baseada em vetores de adenovírus, que é um tipo de vírus causador do resfriado comum, mas ao serem modificados para desenvolver a vacina, eles não se replicam e não provocam a doença.